domingo, 26 de julho de 2009

Nada de déjà-vu!

Estávamos desconfiados, apesar dos 4 jogos sem perder. Ontem enfrentamos um dos melhores times do Campeonato enquanto nós amargávamos a zona de rebaixamento.

Poucos acreditavam neste triunfo. Um empate seria vitória.

Mas, logo no início do jogo o Botafogo, que fez um grande primeiro tempo, fez 2X0 (gols de Wellington e André Lima) e nos encheu de esperança de uma goleada. Fim de primeiro tempo. Tivemos 15 minutos para comemorar a boa vantagem, porque logo no começo da segunda etapa o juizeco marca um pênalti malandro para a equipe gaúcha, que foi convertido, sem chances para Castillo.

O gol do Inter teve um efeito bombástico na nossa confiança, mas parecia não ter afetado os nossos jogadores. Por pouco nosso zagueiro-artilheiro Juninho não aumenta o placar em duas boas cobranças de falta. O Botafogo continuou pressionando até o técnico do Inter mexer no time. Aí o jogo que parecia fácil ficou bem mais equilibrado. E numa falha do nosso sistema defensivo, o Inter consegue o empate num rápido contra-ataque. Um balde de água fria nos alvinegros.

Mais um déjà-vu? Parecia que a história se repetiria mais uma vez. A partir daí o jogo foi teste para cardíaco. E aos 29 minutos, Batista faz bom cruzamento, Reinaldo desvia de cabeça para Alessandro (isso mesmo!) chutar e fazer 3x2! Gol pra soltar a voz da galera no Eu Vi. O jogo continuou tenso, mas o placar não mudou. Vitória do Fogão para alegria da Geral!

Será que depois do jogo de hoje o Ney Franco se convence que o Wellington é infinitamente melhor que o Emerson? Que se Alessandro não der uma de “meia-armador” e ficar fixo na lateral fazendo o feijão com arroz ele rende mais? Que se o tal meia de qualidade e velocidade que tanto queremos não aparecer, precisaremos no mínimo de um volante mais completo, que saiba fazer a ligação com o ataque, mas que também saiba marcar forte? Podem reparar em quantos gols levamos nos últimos jogos em contra-ataques adversários. Por que será?

Desta vez, uma gripe não me permitiu assistir ao jogo com a galera no Eu Vi. Acompanhei o jogo em casa, com o coração na mão. Então, tenho que agradecer a Beto por me descrever as expectativas e sensações dos quem estavam no bar para que eu complementasse este texto.

Quarta-feira temos um jogo importante fora de casa contra o Coritiba. Uma vitória provavelmente nos fará dar um grande salto na tabela de classificação. Estamos começando a embalar no Brasileirão e eu, particularmente, estou muito confiante na conquista destes 3 pontos. E vocês?

Até quarta, Geral!

Saudações Alvinegras,

Marina Gomes.

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Domingo tem FOGÃO no Mineirão


Apesar do sofrimento ao ver o nosso amado Glorioso segurar a lanterna do Brasileirão, não temos dúvida da força da nossa torcida e o quanto ela é importante para motivar, cobrar e apoiar os jogadores para sairmos desta situação.

No jogo contra o Vitória da Bahia os alvinegros baianos honraram a grandiosidade do Botafogo, calando por muitas vezes a torcida do time local.

Não temos dúvidas que isso se repetirá em Belo Horizonte, aonde o Botafogo joga no domingo (05/07) pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. Não podemos deixar de destacar que a maior torcida do Fogão em Minas Gerais e nossa parceira FOGOHORIZONTE marcará presença e terá papel fundamental para a conquista de uma vitória contra o Galo.

Aproveitamos a oportunidade para divulgar o blog dos fogohorizontinos (http://fogohorizonte.blogspot.com/). Temos certeza que os baianos que estiverem em BH serão muito bem recebidos pela galera.

Na nossa página inicial tem um mini-documentário sobre a torcida, filmado na Final da Taça Guanabara 2009, no point alvinegro de BH, o Tapas.

Fogohorizontinos, apesar da distância estaremos com vocês torcendo fervorosamente para que este jogo contra os nossos fregueses mineiros seja o começo da nossa recuperação no Campeonato!

Saudações Alvinegras!

Geral Alvinegra.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sei que é difícil assimilar a perda de mais um campeonato, principalmente quando isto acontece frente ao nosso maior rival, que, diga-se de passagem, é um "timeco", que contou tão somente com o fator sorte e, claro, com o azar do Botafogo. O Botafogo teve azar quando não contou com Maicossuel, foi infeliz com a ausência de Reinaldo e também por não dispor de uma banco de reservas.

Fazendo um rápido retrospecto, é possível ainda fazer um balanço positivo, senão vejamos:

- o time foi formado no decorrer do próprio campeonato, com a renovação de quase 90% do elenco, com baixos investimentos ( o que por sí só já seria uma temeridade); disputamos as finais de dois turnos e a finalissima do campeonato;

- fizemos o artilheiro do campeonato, o atleta Maicossuel, considerado o melhor jogador do Rio de Janeiro;
- perdemos a final nos detalhes: fomos melhor time, criamos mais oportunidades, fomos mais aguerrido, superando as limitações de alguns jogadores com muita luta.

Poderíamos dizer que faltou ao time um pouco mais de ousadia. Afinal de contas, não estávamos enfrentando nenhum bicho papão. Por incrível que pareça, os times que mais investiram -- Fluminense e Vasco da Gama -- ficaram fora da decisão.

Considerando esses e outros aspectos, podemos dizer que o Botafogo foi longe e merecia ser campeão. De negativo, registramos a ausência de nossa torcida no Rio de Janeiro, que não foi apoiar o time em um momento tão decisivo. O fato foi notado por uma zagueiro adversário - Angelim, do Flamengo - ao dizer que o Botafogo não merecia o título porque sua torcida representava apenas 10% dos que compareceram ao Maracanã.

Vamos prá frente, o Campeonato Nacional está chegando.


Saudações Botafoguenses,


JUFERO

(Julival Ferreira Rodrigues)
“Tive duas finais como torcedor e hoje é minha primeira final como presidente. Posso garantir que estou muito orgulhoso do grupo do Botafogo e foi isso que falei para eles ali dentro”


Essas palavras do nosso presidente são emblemáticas e traduzem bem o que senti após perdemos a terceira final seguida do campeonato carioca. Assim como qualquer Botafoguense, o golpe foi duro e a tristeza inevitável. Mas confesso que este ano o sentimento foi diferente. Acho que este grupo provou ter valor e, principalmente, honra a camisa que veste.

Claro que não temos um grupo brilhante e mesmo que fossemos campeões precisaríamos e precisamos nos reforçar para fazer um campeonato brasileiro digno de nossas tradições. Porém, mesmo com todas as limitações, este grupo soube se superar e honrar nossa camisa. Entramos neste início de ano sendo considerados meros coadjuvantes, e se não fomos campeões, precisamos reconhecer que o carioca nos mostrou que não estamos tão longe de termos um grupo competitivo. Se reforçamos algumas posições e dermos opções de qualidade no banco, podemos almejar vôos maiores.

Quanto a final, este ano não fomos roubados e acima de tudo tivemos muito azar. Perdemos jogadores decisivos e não tínhamos opções que suprissem as ausências. Na minha opinião, perdemos este título quando não vencemos a taça rio, onde vínhamos embalados e com o time completo.

O grande fator positivo destas finais foi sem dúvida a consolidação e ampliação jamais vista da Geral. Nosso movimento cresceu muito e isso deve ser motivo de orgulho a todos. Ontem cheguei às 16:05 e acabei assistindo o jogo na parte de baixo do Eu Vi pois não havia mais lugares em cima.

Como todo bom botafoguense precisamos seguir as sábias palavras do brilhante Paulo Vanzolini:

“Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.”

Vamos juntos torcer pelo Fogão no Brasileirão e na Sulamericana.


S.A a todos.

Roberto Saramago

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tem coisas que só acontecem ao Botafogo

Para mim é muito difícil escrever num momento como esse sem ser passional. A perda do título pela terceira vez seguida para o lado negro da força foi uma facada na alma alvinegra. Nestas horas a gente se pergunta por que as coisas têm que ser tão sofridas para o botafoguense. Ah, se tivéssemos matado o campeonato na Final da Taça Rio! Ah, se o Maicosuel e o Reinaldo estivessem em campo! Ah, se o juiz tivesse marcado aquele pênalti em Túlio Souza! Ah, se o Victor Simões tivesse convertido aquele outro! Ah, se aquela bola na trave tivesse entrado! E por aí vão uma porção de “ses”... E o torcedor alvinegro sabe mais do que ninguém que o “se” não resolve nada.

No futebol, o resultado nem sempre é justo. E desta vez não foi diferente. Mesmo com o time limitado, desfalcado e cheio de improvisos, jogamos com raça! No primeiro tempo, em duas únicas oportunidades do “Império do Mal”, dois gols. Um balde de água fria na nossa confiança. Depois do pênalti perdido no começo do segundo tempo, surgiram suspiros de todos os lados falando que aquele não era o nosso dia. Mas a cobrança perfeita de Juninho e a bola bem colocada do Túlio Souza incendiaram a nossa esperança de sermos campeões. Não empatamos na técnica! Empatamos na vontade, na garra, no coração! Tragicamente, na loteria dos pênaltis acabamos perdendo por 4X2.

No começo do ano, quando o time estava sendo montado, praticamente ninguém acreditava nele. Um time de orçamento modesto, sem estrelas, cheio de apostas e totalmente reformulado. Mas, estivemos em todas as finais do Carioca. Todos tentavam entender como o Botafogo tinha conseguido se acertar tão rápido. Não se explica. É a mística da camisa alvinegra.

Aliás, ouvi muitas críticas ao nosso treinador. Eu mesma tenho uma série de restrições a ele. Obviamente o 3-6-1 do Ney Franco me incomodou. Entretanto, ele não podia fazer mágica. Todo botafoguense que acompanha o time sabe que não temos banco. Não dá para contar com um Diego ou um Jean Carioca. Esse é um ponto importantíssimo a se pensar se quisermos ter pretensões maiores no Campeonato Brasileiro.

Enfim, a perda de mais um título entristece, mas está longe de abalar a paixão pelo Glorioso. O botafoguense sabe que com a gente é assim. Os deuses do futebol sempre nos pregam peças. Provavelmente porque eles sabem que o botafoguense não é um torcedor qualquer. Sabem que somos capazes de transmutar todo o sofrimento em um sentimento oceânico de esperança. Que apesar de todo o pessimismo, somos incansáveis. Que estaremos ao lado do Botafogo ainda que seja para criticar, ainda que seja para dizer “eu sabia que íamos perder”! Por que toda a vez que a gente quer desistir, a Estrela Solitária nos chama, nos envolve, nos prende, nos escolhe. Sim, alvinegros, somos os escolhidos! Etimologicamente falando, a palavra paixão vem do grego pathos, que também significa sofrimento, catástrofe. E nós somos os únicos verdadeiramente capazes de entender o que é isso.

Saudações Alvinegras!

Marina Gomes.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Comentários sobre o Botafogo X Resende

Finalmente conseguimos apresentar um bom volume de jogo, aliás fato raro nesta Taça Rio. Não vou fazer muita análise da partida pois não poderíamos esperar nada muito diferente devido à necessidade da vitória e a fragilidade do adversário. Por falar nisso, como é fraco este time do Resende! Os mulambos tiveram de se superar para levar três gols deles, mas isso é outro assunto...

Taticamente foi um bom jogo, onde tivemos controle da partida o tempo todo e principalmente jogamos com inteligência. Prova maior disso é o fato de termos entrado em campo com sete jogadores pendurados e mesmo assim teremos time completo na semi-final.

Apesar de ter sido pouco exigida, nossa zaga foi bem. Por sinal, eu gosto do trabalho do Ney, mas não entendo algumas teimosias: o que Alessandro tem feito que justifique esta titularidade incontestável? Por que o Wellington não é titular nesta defesa? De resto é o time que já conhecemos e sabemos o que pode render. Não acho que há muito que mudar ou melhorar no rendimento da equipe.

A minha grande ansiedade recente gira em torno da titularidade do Gabriel. Será que foi uma exceção ou o Ney vai mantê-lo? Particularmente acho que o garoto funcionará muito melhor que o Thiaguinho Pererê, mas duvido que ele seja mantido no time titular...

De resto, considero que agora o nosso time realmente será testado. Temos os quatro grandes disputando a Taça Rio, se formos campeões isso dará muita moral ao grupo e esperança a torcida quanto ao restante da temporada. Não que devamos nos empolgar, pois para alçarmos vôos maiores teremos de reforçar este elenco. Mas o simples título mostrará que temos jogadores com equilíbrio emocional, fato raro nestes últimos dois anos.

Em relação ao jogo contra o Vasco, tenho de recorrer ao lugar comum: Clássico é clássico. Acredito que será vencido no detalhe mesmo. Apesar do que foi dito no começo do campeonato, o Vasco tem um bom time. Se analisarmos bem, o estilo de jogo é bem parecido com o nosso. Um meia habilidoso que conduz a bola, um centroavante em boa fase, time aguerrido e que luta muito. A vantagem deles é terem um lateral esquerdo bom e a nossa vantagem é termos uma dupla de ataque melhor. Em suma, vou me arriscar como futurólogo e chuto um 2x1 Fogão, mas aviso que diferente do Dudú não tive nenhum sonho premonitório. E na opinião de vocês, quanto será o jogo?

S.A.

Roberto Saramago

quinta-feira, 26 de março de 2009

Decepção

Decepcionante! Para mim, isso resume o que foi o jogo contra o Americano. São sempre os mesmos erros! E serviu para esgotar, definitivamente, a minha paciência com alguns jogadores:

Alessandro no banco já!!! Não é possível que o sr. Ney Franco não veja o que o “Seu Boneco” tem feito! O cara deixa uma avenida na direita e quando recebe a bola por ali, automaticamente puxa para o meio, assassinando todas as nossas possibilidades de jogada por lá. E esse cara é titular absoluto!!

Por que não botar o Thiaguinho na direita? Por mais limitado que ele seja, vem mostrando muita raça e vontade de jogar. E o colocando na esquerda, como vem acontecendo, também sacrificamos esse lado, já que ele raramente acerta um cruzamento de canhota. Tudo bem, ontem ele foi responsável direto pelo nosso primeiro gol, mas o zagueiro adversário ajudou e muito!

A nossa zaga é horrível! No segundo gol do Americano só Leandro Guerreiro subiu! Juninho continuou lá olhando a bola, com os pés bem pregados no chão. Todo cuidado é pouco com as jogadas de bola parada, é quase sempre assim que tomamos gol.

Apesar de ter gostado da entrada do Gabriel, não achei uma boa substituí-lo pelo Léo Silva. Perdemos muito o meio de campo e isso facilitou a vida do Americano.

Enfim, a sensação de déjà vu é eminente. Esses comentários poderiam servir para qualquer outro jogo. É certo que para alguns desses problemas a única solução é a contratação de reforços. Mas, para outros, não.

Sábado temos um jogo importantíssimo contra o nosso freguês das Laranjeiras. E não poderemos contar com o nosso artilheiro Victor Simões que depois de ter tomado o 3° cartão amarelo, ainda conseguiu um 4° e foi expulso no final do jogo. Esperemos que mais um tabu não seja quebrado e que consigamos mais três pontos em cima do time de terceira.

Saudações Alvinegras,

Marina Gomes.